Aves da nossa terra

Publicação fotográfica de algumas espécies da avifauna de Aldeia do Bispo e arredores. Umas, mais frequentes que outras, mas que no Verão ou no Inverno é possível encontrá-las, como a rola brava no Verão e o abibe ou ave-fria no Inverno. Outras, por sua vez, podem ser vistas durante todo o ano, como os pardais e os rabilongos.

  Espécies aqui referidas                                               

A primeira é a alvéola, lavadeira ou lavandisca, frequente junto à ribeira. Nesta apresentação, temos apenas a cinzenta e a branca. A branca mais parece cinzenta e a cinzenta, mais parece a amarela. A amarela, muito mais amarela, é rara na nossa zona (Foto à esquerda).

  1 - Abelharuco     Alvéola (vídeo)
  2 - Abibe      
  3 - Alvéola Chapins - Em Aldeia do Bispo são frequentes quatro variedades de Chapins: Chapim Real, Chapim Azul, Chapim Carvoeiro e Chapim Rabilongo. São todos muito bonitos e quer o Real quer o Azul podem ser vistos dentro da aldeia. Há ainda o Chapim de Poupa, mais difícil de observar, mas que em certas alturas aparece com alguma frequência. (À esquerda o Chapim de Poupa)
  4 - Andorinha
  5 - Cartaxo
  6 - Carriça
  7 - Cegonha
  8 - Chapim     Chapim (vídeo)
  9 - Chasco Cartaxo - Mais uma ave que vive todo o ano em Aldeia do Bispo. São fáceis de observar, mesmo dentro da aldeia. Existe ainda o Cartaxo Nortenho, mas não na nossa zona, onde, mesmo assim, pode aparecer.
  10 - Estorninho
  11 - Felosa
  12 - Gaio
  13 - Galinha d'água     Cartaxo (Vídeo)
  14 - Garça-Real Felosa - Existem várias subespécies  de Felosas, algumas delas em Aldeia do Bispo.
São aves pequenas com tonalidades para o verde, amarelo ou castanho claro. Frequentes nas hortas, durante o verão, e também em árvores e arbustos onde procuram insetos.
(À esquerda uma Felosa das Figueiras)
15 - Garça Branca Pequena
16 - Garça Boieira
17 - Gralha Preta
18 - Melro
  19 - Milheirinha     Felosa (vídeo)
  20 - Papa-figos Milheirinha ou Chamariz - Ave frequente em Aldeia do Bispo, com uma maior população no Inverno, pois chegam de países mais frios para passar o inverno. Nesta altura por vezes andam em bandos pelo campo juntamente com outras pequenas aves que também se alimentam de sementes. Também podem ver-se dentro da aldeia por exemplo nas árvores do enxido ou nos quintais. Por vários motivos como o canto e as cores há quem lhes chame "prima" dos canários.
21 - Papa-Moscas
22 - Pardal
23 - Peneireiro
  24 - Perdiz     Milheirinha (video)
  25 - Pica-peixe Pisco de Peito Ruivo - Vulgar em Aldeia do Bispo, principalmente no outono, altura em que canta muito, e também no inverno. Sobressai principalmente o seu peito ruivo que chama muito a atenção.
Há também o Pisco de Peito Azul (à esquerda), mas que não aparece em Aldeia do Bispo.
26 - Pintarroxo
27 - Pisco
  28 - Pombo Bravo     Pisco (vídeo)
  29 - Poupa Estorninhos - Muito frequentes em Aldeia do Bispo. O preto, mais que o malhado (à esquerda). Eram, há anos atrás, a grande praga das vinhas pois formavam grandes bandos. Hoje atacam a fruta em geral, nomeadamente as cerejas. No inverno é frequente vê-los pousados nas antenas, bem como no alto do pinheiro da escola. Fazem os ninhos nas paredes antigas de pedra e nos telhados.
30 - Rabirruivo
31 - Rola
  32 - Toutinegra     Estorninho (vídeo)
  33 - Trigueirão Cegonha - Ave bem conhecida de todos e que durante alguns anos esteve em decadência, mas que, atualmente, se encontra em expansão. Em Aldeia do Bispo tem tido alguma dificuldade em fazer criação, apesar de todos os anos o ninho ser ocupado. Os dois juvenis das fotos são do ano de 2010 e tudo indica que tiveram sucesso.
34 - Verdilhão
 
 
            Cegonhas (vídeo)
    Andorinhas - A chegada da Primavera. Há várias espécies em Portugal, mas em Aldeia do Bispo são encontradas apenas três. A dos beirais, as mais vulgares antigamente, mas que agora têm a concorrência da das chaminés também muito comum. Por fim a mais rara a andorinha dáurica cujo ninho é parecido com a dos beirais, mas com a entrada em tubo, mais ou menos comprido.
                Andorinhas (vídeo)
    Pardais -Bem conhecidos de todos nós, talvez a ave mais comum, mas nem todos imaginam que há várias espécies à nossa volta. Em Aldeia do Bispo podem ser observadas quatro, se bem que uma delas é bastante rara, que é o caso do Pardal Espanhol, muito frequente alguns quilómetros para sul, por exemplo na Beira Baixa. As outras três são bastante frequentes: Pardal comum, Pardal montês e o Pardal francês, por ordem de frequência.
        Pardais (vídeo)
    Perdizes- Já lá vai o tempo da abundância em Aldeia do Bispo. Poucas restam e cada vez são mais difíceis de ver. Felizmente há outras zonas onde ainda é possível vê-las em pleno campo com alguma facilidade, concretamente perto centros urbanos.
        Perdiz (vídeo)
Trigueirão - Atualmente, pouco frequente na nossa terra, mas pode ainda ser visto a cantar no alto dum ramo seco, dum fio, ou preferencialmente em cercas do tipo arame farpado. Está muito ligado às searas e por isso menos menos frequente, pois a cultura de cereal, praticamente desapareceu. O bico é grosso e parece ter uma espécie de dente, facilmente visível, quando canta. Também aparecem alguns exemplares com bico cruzado. É caraterística uma mancha mais escura no peito.  
        Trigueirao (vídeo)
    Melro - Não precisa de apresentação, tão conhecido e abundante é, em praticamente todo o país, quer seja no campo ou nas cidades. O macho é preto e de bico amarelo vivo, enquanto que as fêmeas são mais cinzentas, tal como o bico, um pouco menos brilhante. Tem um canto belíssimo, dificilmente igualável na nossa zona, talvez apenas pelo rouxinol.
        Melro (vídeo)
    Gaio - Ave de tamanho razoável, maior que o melro, bastante frequente em Aldeia do Bispo. Observa-se muito bem, no tempo das cerejas, pois não lhes resiste, bem como a outras frutas. Frequente em zonas de arvoredo. É das aves mais bonitas da nossa aldeia, de onde sobressai o azul nas penas das asas. Muito barulhentos em caso de perigo, chegando mesmo a ser agressivos, quando se trata de defender as crias. É também considerado das aves mais "inteligentes".
        Gaio (vídeo)
    Rabirruivo - Ave bastante comum em Aldeia do Bispo, se bem que a espécie de Testa Branca (à esquerda) seja mais rara e aparece mais na Primavera e Verão, enquanto que o comum é residente todo o ano. Aparece no campo e dentro da aldeia nas parede e telhados e passa o tempo a levantar-se e a baixar-se como que a fazer vénias o que é muito típico desta ave.
        Rabirruivo (video)
    Abibe - Ave comum em Aldeia do Bispo há algumas décadas atrás. Hoje ainda se vê de vez em quando durante o inverno, pois é nesta época que nos visita. N nossa terra é, ou era conhecida por ave-fria e era frequente ver grandes bandos a passar dias antes dos grandes nevões. É fácil de identificar pois tem uma poupa e é essencialmente branca e preta por baixo e tons esverdeados metálicos nas asas e dorso.
        Abibe (vídeo)
    Galinha d'água - Cada vez mais difícil de observar em Aldeia do Bispo, nas nossas ribeiras, contrariamente ao que se passa em qualquer ribeiro das cidades, vai aparecendo de vez em quando. Bastante esquiva fora dos meios urbanos, mas muito confiante em qualquer lago de jardim. As crias pretas e pouco bonitas contrastam com a beleza dos adultos. Os irmãos mais velhos também cuidam dos mais novos ajudando os adultos.
        Galinha d'água (vídeo)
    Verdilhão - Não é das aves mais comuns em Aldeia do Bispo, mas vai aparecendo principalmente no inverno. Junta-se com frequência em bandos de tentilhões, pintassilgos, pintarroxos e milheirinhos. Nos machos sobressai a cor verde e amarela. As fêmeas são um pouco mais discretas e acastanhadas. Tem um bico bastante grosso e o seu canto é muito bonito.
        Verdilhão (vídeo)
    Pintarroxo - Mais uma pequena ave do tamanho dum pintassilgo, que aparece bastante em Aldeia do Bispo por vezes em bandos. É mais frequente no Inverno pois juntam-se a outros vindos de paragens mais frias. O típico peito vermelho arroxeado, com uma pequena mancha da mesma cor na cabeça dos machos estará na origem do seu nome. As fêmeas e jovens não têm estas cores, que também variam conforme a época do ano e a região de origem.
        Pintarroxo (vídeo)
    Poupa - Vai aparecendo em Aldeia do Bispo, se bem que em menor número do que há algumas décadas.  A sua poupa é caraterística e deu-lhe o nome. Quando se abre faz lembrar um leque. As asas são em faixas brancas e pretas. Fácil de identificar. Os ninhos em buracos de árvores ou edificações de preferência abandonadas são em grande parte feitos com os próprios dejetos e daí cheirarem bastante mal.
        Poupa
    Papa-figos - Das aves mais bonitas que passam a primavera e parte do verão em Aldeia do Bispo. O macho (à esquerda) é quase todo amarelo, sobressaindo as asas pretas. As fêmeas e juvenis têm menos amarelo, com alguns tons de verde e  um branco raiado no peito e ventre. Frequentam muito os carvalhos sendo difíceis de observar entre as folhas. Gostam muito de cerejas, ameixas e peras maduras, e é nestas árvores que são mais fáceis de encontrar. No vídeo anexo ouve-se o canto que é feito de assobios, o barulhento que também se ouve é um rabilongo. Por vezes o canto também parece parece um gaio ou um gato zangado. Infelizmente ainda há quem mate estas belas aves.
        Papa-figos (vídeo canto)
    Pombo Bravo - Ave muito vulgar em Aldeia do Bispo, durante todo o ano. Muito mais abundante no Inverno quando chegam aos milhares vindos de países frios do norte. Os residentes todo o ano fazem a sua criação nos pinhais e carvalhais, sendo frequente ouvi-los cantar nos arredores da aldeia. São essencialmente granívoros, mas a sua dieta é variada, desde as bolotas aos figos. É cada vez mais vulgar nos parques das cidades.
        Pombo Bravo (vídeo)
    Abelharuco - Passa o tempo a voar e a cantar, geralmente a grande altura e pelas horas de muito calor. O resto do tempo passa-o pousado em cabos de telefone ou elétricos, bem como em galhos secos nos extremos dos ramos das árvores. Aproveita estes tempos para caçar as tão apreciadas abelhas, base da sua alimentação. É interessante vê-lo voltear as abelhas, no bico, antes de as engolir. Penso que terá a ver com a inativação do ferrão. Para além disto é das aves mais belas que podemos apreciar no verão. Sobressaem as cores azul, verde, castanho avermelhado e amarelo.
        Abelharuco (vídeo)
    Papa-Moscas - Muito frequente  a partir de meados de agosto até ao fim de outubro. É uma ave que é vista na altura das migrações. Quando pousado em ramos costuma mexer uma das asas e sempre atento à passagem dos insetos, quer no ar quer no chão. Era uma das principais presas dos caçadores de passarinhos, quando armavam as armadilhas com a Formiga-d'asa, muito apreciada pelo Papa-Moscas. É muito parecido com o Taralhão que também aparece em Aldeia do Bispo na mesma altura.
        Papa-Moscas (vídeo)
    Rola Brava - Ou simplesmente Rola, já que o termo brava serve apenas para a distinguir da Rola Turca, que nas últimas décadas invadiu vários países da Europa, onde apenas existia em cativeiro. Espécie cada vez mais rara devido a vários motivos, entre eles a caça excessiva quer na Europa, quer em África, onde são apanhadas aos milhares. Há muitos anos faziam as delícias da rapaziada, pois encontrar um ninho de Rola era um achado, já que posteriormente as crias podiam ser criadas em gaiola, coisa difícil com a maior parte das espécies de aves. Na nossa região, é nos Forcalhos que se pode ver com alguma frequência. O seu canto, bem como a plumagem, são muito diferentes dos da Rola Turca.
        Rola (vídeo)
    Carriça - Considerada a ave mais pequena da nossa fauna, juntamente com a estrelinha, parece estar a recuperar de um período em que pouco se via. Frequente nos arredores da aldeia, aparece  também dentro dos quintais e jardins. Os juvenis são com alguma frequência vítimas dos gatos. Gosta muito de cantar em cima dum galho e a sua corte nupcial é muito vistosa e elaborada. Nas suas penas predomina o castanho e a sua cauda está quase sempre levantada.
        Carriça (Vídeo)
    Toutinegras - Existem várias espécies de toutinegras, algumas também conhecidas por felosas. As quatro espécies aqui referidas podem ser observadas em Aldeia do Bispo. Como o nome indica, a cabeça permite distinguir algumas delas. A dos machos é mais preta, enquanto que a das fêmeas mais castanha ou cinzenta. São insetívoras e muito irrequietas desaparecendo rapidamente no mato ou nos silvados.
        Toutinegra (vídeo)
    Peneireiros - Pertencem à família dos Falcões, sendo dos mais pequenos. O Peneireiro vulgar aparece com frequência em Aldeia do Bispo. Já o Peneireiro Cinzento é uma raridade vê-lo, mas vai aparecendo. São aves de rapina que se alimentam de pequenos roedores tal como os arganazes e pequenos ratos, para além de vários insetos. Para caçar mantêm-se a planar (peneirar) no ar e quando aparece o alvo descem em voo mais ou menos rápido. São bastante eficazes.
        Peneireiro (vídeo)
    Chasco CinzentoTambém conhecido em algumas zonas do concelho por "Pedreira", talvez pelo facto de estarem associados aos aglomerados de pedra, barrocos e paredes. Cada vez mais raros na nossa aldeia, mas ainda com alguma frequência em aldeias vizinhas. A plumagem da Primavera é diferente da de Outono, bem como a dos machos, fêmeas e juvenis. Os mais vistosos são os machos na Primavera com muito branco, preto e cinzento, bem distintos. Alimentam-se de pequenos insetos dando algumas corridas quando os avistam.
        Chasco Cinzento (video)
    Pica-peixe - Conhecido por vários nomes conforme a região, sendo também muito vulgar o nome guarda-rios. Vive junto dos cursos de água, albufeiras e junto à costa marítima. Pousa em ramos, troncos e pedras junto à água, onde avista os pequenos peixes e os ataca num mergulho rápido. Por vezes fica a bater as asas, rapidamente, como o colibri e mergulha de seguida. O seu voo é rápido e rasante junto à água. É talvez a ave mais bonita da nossa avifauna, pois tem umas cores vivas de azul, verde e alaranjado. Na cabeça, sobressai um bico grande e forte preparado para a pesca. Em Aldeia do Bispo ainda se vê com alguma frequência a voar ao longo das ribeiras. Difícil  mesmo, é vê-lo pousado e muito mais, fotografá-lo.
        Pica-peixe (vídeo)
    Gralha Preta - Esta Gralha é grande e parecida com os corvos, sendo que em muitas zonas, como na nossa, lhes chamamos mesmo corvos. Claro que em Aldeia do Bispo também há corvos, mas muito mais raros e maiores que as Gralhas. Em voo, a cauda da Gralha é quadrada ou em leque, enquanto que a do corvo é comprida e em cunha. A Gralha anda muito em grupo e o corvo mais aos pares. O corvo faz frequentemente voo planado como as aves de rapina.
        Gralha Preta (vídeo)
    Garça-Real - É a maior garça existente em Portugal, com cerca de 1 metro de altura. Pouco frequente na nossa terra, mas aparece, por vezes, na ribeira ou nas suas margens. Muito mais frequente na Barragem de Alfaiates, local onde podem ser avistados vários exemplares em simultâneo. Alimenta-se principalmente de peixes, batráquios, crustáceos, répteis e até de aves juvenis. Permanece imóvel até que uma presa fica ao seu alcance e com um movimento rápido, estica o pescoço, apanhando a presa com o bico que é muito forte.
        Garça Real (vídeo)
    Garça Branca Pequena - Garça branca de tamanho médio, já que existe a Garça Branca Grande quase do tamanho da Garça-Real. Bastante mais rara na nossa terra do que a Garça-Real, mas mesmo assim aparece, principalmente no inverno, quando há muita água quer na ribeira quer nos campos. O bico e as patas são pretos e os dedos amarelados. Caça mexendo a água com as patas e espera que algo se mexa com estes movimentos. Não deve ser confundida com a Garça Boieira ou Carraceiro que tem bico e patas amarelas e anda com frequência junto do gado, ou mesmo em cima dos animais.
        Garça Branca Pequena (vídeo)
    Garça-Boieira - Um pouco mais pequena do que a Garça Branca Pequena e talvez a que mais raramente aparece em Aldeia do Bispo. Sobressai o bico amarelo, menos afiado que na Garça, bem como algumas penas tipo fios de cor também amarelada na zona da cabeça, pescoço e dorso. As patas sã geralmente escuras, esverdeadas ou amarelas. Muito frequentes junto a animais nas pastagens, aos quais tiram parasitas e aproveitam outros bichos que os animais fazem mover quando se deslocam. Geralmente deslocam-se em bando e formam por vezes grandes colónias.
        Garça Boieira (vídeo)
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